A pessoa gorda é vítima ou vilã?

O assunto de hoje é bem polêmico e antes de mais nada devo alertar-lhes de que este post está escrito conforme a minha opinião e não é uma verdade absoluta, portanto, sintam-se a vontade para discordar (com respeito, claro). Também quero lhes dizer que, apesar de eu ter estado em sobrepeso eu nunca fui obesa mas convivo diretamente com eles (meu namorado por exemplo é). De qualquer forma isso pode impactar a forma como eu enxergo o ‘problema’ e a forma como os obesos enxergam.

Duas coisas me fizeram escrever esse post:

1º Li um blog (esse aqui) falando sobre a preferência de assentos para pessoas obesas, de uma forma tão objetiva que chegou a grosseria, ainda que tenha dito grandes verdades.

2º A @anadecesaro que está no #projetoanagostosa recebeu inúmeros xingos por ela estar querendo deixar de ser gorda e fez um vídeo sobre:

Hoje eu quis ‘discutir’ um pouco no twitter para ver a opinião das pessoas a respeito disso antes de escrever esse post. Perguntei se elas achavam que a pessoa, por ser gorda, ganhava o título de ‘coitadinha’. Ninguém concordou, claro, mas acharam a forma que a Mary colocou um tanto quanto ríspida, já que vem de alguém que nunca teve problemas com peso e foi muito generalizada, constando ainda nos comentários do blog piadinhas com os obesos que comentaram.

 Primeira coisa: eu acho que antes de julgar temos que nos colocar no lugar do outro. É fácil falar que emagrecer é só uma questão de querer quando se tem o peso ideal, embora vimos diversos casos de pessoas que QUISERAM emagrecer e com reeducação alimentar e exercício físico conseguiram eliminar todo o peso em excesso. Mas aí temos que pensar nos casos de pessoas que realmente tem doenças e/ou problemas metabólicos (não os que inventam como desculpa) e que NÃO CONSEGUEM emagrecer.

Como a Ana fala no vídeo, eu também acredito que ninguém gosta de ser gordo. Ponto. Aqueles mulherões plus size que batem no peito que são assim e não vão mudar, ok. Eu respeito e dá pra ver que a auto estima delas é realmente alta independente dos kilos e do corpo ‘fora dos padrões’. Mas eu penso que por mais segura que você seja, quando coloca a cabeça no travesseiro, pensa que poderia emagrecer e que com isso algumas coisas se tornariam mais fáceis, como fazer exercício, comprar roupas e o mais importante: garantir boa saúde hoje e amanhã.

Porque tem muito obeso/gordinho que fala que é gordo mas é saudável. Realmente, isso é possível. Só que daqui a 10 anos a propensão de ele ter um infarto e uma pessoa magra ter é bem diferente. Claro que nunca sabemos o dia de amanhã e o imprevisível pode acontecer, mas estamos trabalhamos com fatos científicos.

Também acredito que não importa quem fale pra pessoa emagrecer (exceto o médico com uma ‘sentença’ de morte) ela só vai acordar e mudar se ela realmente quiser. É mais fácil continuar comendo, continuar sedentário e falar ‘não consigo’, do que correr atrás. E olha, nesses últimos meses eu tenho pastado e posso falar: emagrecer é difícil, é sofrido, mas é compensador.

Então, quanto ao assento preferencial. A pessoa já está gorda. Ela já tem o físico debilitado e não, ela não consegue ficar muito tempo de pé. Então para resolver ESSA questão: assento preferencial para os obesos.

Ok, mas levando em conta os transportes públicos de hoje, cada vez mais lotados, os obesos ocupam o lugar sentado de duas pessoas (mas ocupariam também de pé). Então você está falando que eles não devem usar transporte público? Não. Mas a situação em si já deve ser muito constrangedora.

Imagine você não conseguir passar na catraca, ter que sentar em assento especial e ainda ver um monte de gente te julgando porque você pagou a mesma coisa que ele e está ocupando mais espaço? Tendo ou não o assento preferencial, a pessoa vai passar vergonha do mesmo jeito e espero que essas vergonhas do dia a dia faça com que essas pessoas queiram melhorar.

No começo, quando comecei a pensar sobre o assunto estava mais rígida, pensando no porquê de eles não quererem emagrecer. Mas vendo a minha trajetória até aqui, que é mínima perto da deles, penso que não é todo mundo que aguenta ou está pronto para enfrentar a batalha diária da reeducação alimentar. Porque, olha, é como largar o vício do cigarro (que por sinal já larguei há 8 meses). A comida vira um vício e o seu prazer está ali. Se você está feliz, come. Se está estressado, come. Se está entediado, come. Se vai se reunir com os amigos, come. Toda nossa vida social gira em torno da comida.

O que eu gostaria de ver é essas pessoas batalhando mais pela vida delas mesmas. Correndo atrás, aos poucos, por elas em primeiro lugar. Parem de achar que é impossível ou que você só vai emagrecer com redução. Em alguns casos, realmente necessita, mas antes, lute por você. Sofra por você. Corra atrás por você.

Quer emagrecer? Tem que correr atrás.

É fácil? De forma alguma.

Cansa? Muito.

Vale a pena? Para a vida inteira.

Julguem menos e ajudem mais o próximo. Alguém pode estar precisando de você agora mesmo. Se são vítimas ou vilãs eu não sei, mas se precisarem da minha ajuda, sou toda ouvidos.

Beijinhos.

Alisa ou enrola?

Eu, sinceramente, não conheço ninguém que tenha maior mistura étnica que eu e meus irmãos. Meu avó paterno tinha descendência africana (o pai dele era escravo mesmo e ele era beeeem pretinho), minha avó paterna tinha descendência italiana e  portuguesa (ela tinha o cabelo bem claro e liso e olho azul), meu avô paterno tinha descendência italiana (era claro do olho azul) e minha avó paterna era lá da Bahia (tinha o cabelo enroladinho, e a pele entre o branco e o pardo). Entenderam? rs

Bom, a conclusão é que eu tenho um pedacinho de cada uma dessas etnias e por ironia do destino puxei bem o cabelo ruim (detalhe que minha mãe tem cabelo ondulado mais pro liso e meu pai tinha cabelo lizíssimo, que não prendia um grampo). E em casa somos em 3 irmãos, 2 meninas e um menino. Quem nasceu de cabelo liso? Só o menino. Grrrrrr… Mundo injusto #mimimi.

Eu sou bem clara, de olho verde e cabelo castanho claro entre o enrolado e o crespo. Durante minha infância/adolescência vivia de coque no cabelo e só deixei de usá-lo tanto quando comecei a trabalhar aos 16 anos. Tinha vergonha do cabelo porque ele não tinha forma, armava e sair com ele molhado: nem pensar. Era tão ruim que até para fazer escova ficava difícil, porque qualquer suor e ele armava na raíz, parecia que o cabelo tinha inchado! hahahaha

Fui pegando o gosto pela escova porque era um salvação para deixar o cabelo solto e aprendi a fazer em mim mesma, o que ajudou no lado financeiro. Mas, como minha raiz era beeem crespa fui procurando técnicas que facilitassem a vida e com 18 anos fiz minha primeira escova definitiva. Uhuul, liberdade!! Mentira, nem tanto, porque como a ponta ficava muito reta eu fazia chapinha do mesmo jeito no cabelo todo pra dar aquele acabamento bonito.

Até o final do ano passado eu continuei retocando o cabelo com a definitiva, mas irritada porque de tanto arrumar o cabelo hoje tenho tendinite e quando ataca fica muito difícil de ficar cerca de 30 minutos com o braço pra cima fazendo esforço. Sem contar que praia e piscina era um saco porque o cabelo secava e ficava estranho, com ponta reta e armava um pouco.

Eu me gosto de cabelo liso porque combina e muita gente nem sabia que meu cabelo era ruim (só descobri isso quando enrolei e vieram me perguntar porque fiz isso se meu cabelo era liso… doce ilusão rs). Mas como estava cansada de lavar o cabelo dia sim, dia não e fazer escova. Ainda mais com as caminhadas que o couro cabeludo suava e eu não aguento ficar de cabelo sujo como algumas mulheres que lavam o cabelo uma vez por semana (nada contra, mas eu não aguento mesmo, coça muito).

Olha eu de cabelo liso (e na época que era bem magrinha rs):

Como uma alternativa para poder ir para academia de manhã, tomar banho e ir trabalhar direto (ainda não entrei na academia mas já estou pensando nisso rs), resolvi ver um tratamento que me permitisse isso sem sair com um fuá pelo resto do dia. Foi então que descobri o tal do permanente afro, que relaxa a raiz e enrola o resto.

O permanente dá trabalho no sentido de ter que hidratar sempre, não poder pentear depois de seco, e armar um pouco, mas é outra história. Com o tempo você vai entendendo como os cachos funcionam e as pessoas me perguntam as vezes se eu fiz babyliss, de tão bonito que fica. Tomo banho e vou trabalhar, o cabelo seca, fica ótimo e tenho o trabalho de hidratar e ‘amassar’ estimulando os cachos apenas.

Estou gostando muito, está super natural e é uma saída para as mulheres que cansaram um pouco da ditadura da chapinha. Aliás, eu me decidi por isso depois de ver os males que a progressiva causa, e que as vezes eu unia a definitiva e a progressiva para ficar mais fácil de cuidar. Desisti de fazer essas coisas tão nocivas à saúde e parti para o permanente que é a base de amônia e menos prejudicial.

Estou mega feliz e super recomendo. Segue abaixo uma foto do meu antes e depois no dia que fiz o permanente. Meu cabelo estava natural, sem chapinha e depois já com o permanente:

E aí, gostaram? Comentem!

Beijinhos